Gás lacrimogêneo foi usado contra cerca de 2 mil pessoas.
Tribunal nomeou um administrador para comandar o jornal 'Zaman
A polícia da Turquia usou, neste sábado (5), gás lacrimogêneo e balas de borracha para dispersar cerca de 2 mil manifestantes reunidos em frente ao maior jornal do país, depois de as autoridades tomarem o controle do veículo.
Na sexta-feira (4), um tribunal nomeou um administrador para comandar o jornal 'Zaman' e o Today's Zaman, em língua inglesa, afiliado de um clérigo com sede nos Estados Unidos, acusado pelo governo de armar um golpe. A decisão foi tomada a partir de um pedido de um promotor que investiga o movimento religioso relacionado a ataques terroristas, disse a mídia estatal.
A polícia invadiu o Zaman à meia-noite, disparando gás lacrimogêneo e canhões de água, quebrando à força um portão para entrar nos escritórios, mostraram imagens transmitidas ao vivo.
Repressão a apoiadores de Fethullah Gulen
Autoridades da Turquia assumiram o controle do maior jornal do país nesta sexta-feira (4), relatou a mídia estatal, em um aprofundamento da repressão a apoiadores do clérigo Fethullah Gulen, que mora nos Estados Unidos e é um inimigo influente do presidente turco, Recep Tayyip Erdogan.
Autoridades da Turquia assumiram o controle do maior jornal do país nesta sexta-feira (4), relatou a mídia estatal, em um aprofundamento da repressão a apoiadores do clérigo Fethullah Gulen, que mora nos Estados Unidos e é um inimigo influente do presidente turco, Recep Tayyip Erdogan.
Os dois eram aliados até que policiais e promotores vistos como simpáticos a Gulen iniciaram uma investigação de corrupção do círculo íntimo de Erdogan em 2013. Erdogan acusa Gulen de conspirar para derrubar o governo criando uma rede de apoiadores no Judiciário, na polícia e na mídia. Gulen nega as acusações.
Administradores foram indicados para gerenciar o jornal "Zaman" a pedido de um promotor de Istambul, informou a agência estatal de notícias Anadolu. Nenhuma autoridade estava disponível de imediato para comentar os relatos.
"Isto significa na prática o fim da liberdade da mídia na Turquia. A mídia sempre esteve sob pressão, mas nunca foi tão escancarado", afirmou Sevgi Akarcesme, editor-chefe do "Today's Zaman", a versão do jornal em inglês, à agência Reuters.
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